Era
uma vez uma cidade de prédios amarelos.
As
pessoas vestiam-se de amarelo.
Tinham
carros amarelos.
Gostavam
de filmes a preto e amarelo.
Pintavam
o cabelo de amarelo.
Comiam
caril, amarelo!...
Um
dia, num jardim, nasceu uma flor encarnada.
E
depois, outra. E a seguir uma azul.
Depois
veio uma branca, outra rosa e outra e outra.
De
todas as cores.
Não
paravam de nascer flores no jardim.
Ordenaram
que fossem arrancadas – estava em causa a identidade da cidade!
Mas
no dia seguinte, quando a cidade acordou, não havia só cores no jardim.
Havia
cores por todo o lado. Nas varandas, nos canteiros, nos passeios e nos beirais.
A
cor tinha tomado a cidade amarela!
Todos
saíram à rua com uma flor e um apontamento de cor.
No
cabelo, na lapela, em raminhos ou de forma singela, na mão.
E
desde esse dia, os seus sorrisos nunca mais foram amarelos...

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