sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O mundo mudou

Patrick McDonnell
O amor é uma empatia profunda com "o ser" do outro.
Reconhece-se a si mesmo, à sua essência, no outro.
E deixa de poder causar sofrimento.

Eckhart Tolle

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A chave da transformação

A chave da transformação é fazer amizade com o momento presente.
Seja qual for o momento.
Aceite-o.
Deixe-o ser.
Esteja com ele.

Eckhart Tolle

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aqui e Agora


Já nos esquecemos daquilo que as pedras, as plantas e os animais ainda sabem.
Esquecemo-nos de ser - de estar tranquilos, de ser quem somos, de estar onde a Vida está: Aqui e Agora.

Eckhart Tolle

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O livre-arbítrio e o destino


"O livre-arbítrio á a capacidade de fazer com alegria aquilo que deve ser feito."

C.G.Jung

Mantenha os seus pensamentos positivos, porque os seus pensamentos tornam-se nas suas palavras.
Mantenha as suas palavras positivas, porque as suas palavras tornam-se nas suas atitudes.
Mantenha as suas atitudes positivas, porque as suas atitudes tornam-se nos seus hábitos.
Mantenha os seus hábitos positivos, porque os seus hábitos tornam-se nos seus valores.
Mantenha os seus valores positivos, porque os seus valores...
Tornam-se no seu destino.

Gandhi

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Solstício de Verão

Este ano, o Verão chegou no dia 21 de Junho, pelas 17:16 h – foi o solstício de Junho.
Solstício vem do latim, sol + sistere (que não se mexe) e em astronomia é o momento em que o Sol, durante o seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir do equador.
No Solstício de Junho, no começo do Verão, o Sol está no seu auge, tem a sua maior elevação no céu, a Deusa e o Deus estão no êxtase da sua união e a Natureza está cheia de frutos e flores belas. É tempo de abundância e de fertilidade.
É um tempo de alegria e festa, de agradecimento às energias do Verão que começa. É uma data desde sempre comemorada com jogos e festivais.
O Solstício de Verão é simultaneamente um festival do fogo e um festival da água; o fogo sendo um aspecto do Deus e a água um aspecto da Deusa.
Nesta noite, fadas, duendes, elfos e todos os elementais, correm pela Terra, vindos dos pântanos e das florestas, dos vales e das clareiras, e celebram a alegria de terem cumprido suas importantes tarefas na reconstrução da Natureza.
A partir deste dia há um declínio do sol, os dias começam a ficar mais curtos e começamos a armazenar forças para o Outono. É a experiência do ritmo cíclico da vida.
A mudança é a essência da Natureza e o Tao ensina que tudo tem dentro de si a semente do seu contrário. No solstício de Verão, o Sol está com seu poder no auge, mas a partir daí começa a decair até renascer, no solstício de Inverno.
Vida e morte fazem parte de todos os aspectos da Natureza. São uma dança de alternância cíclica, um pulsar cósmico. São causa e consequência, mútua dependência do seu contrário.
São os dois pólos opostos e complementares que geram o movimento da espiral evolutiva da Vida.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Saturno em Balança

Saturno está exaltado no signo de Balança.

Saturno em trânsito no signo de Balança vem estruturar as nossas relações, vem pedir mais responsabilidade e autenticidade, num processo psíquico de troca, através do “espelho” que cada relacionamento representa.

Durante este período, é tempo de reflectirmos sobre os relacionamentos, sobre a sua significância e qualidade e sobre os objectivos que servem. Durante este período, a Vida irá colocar no nosso caminho as situações e as experiências necessárias para que nos confrontemos connosco próprios, repensemos os nossos valores e nos questionemos até onde estamos dispostos a defendê-los.

Com Saturno em Balança vai ser difícil manter relações sem significado, ignorar o mal-estar ou a dor existente num relacionamento, não comunicar e expressar o que se sente, não procurar a Verdade de cada compromisso.

Saturno em Balança põe “o dedo na ferida”, revela os padrões emocionais subjacentes aos nossos comportamentos e questiona-nos acerca do poder temos e exercemos sobre os outros e acerca do poder que permitimos que os outros tenham sobre nós. Põe a nu as razões que nos levam a viver relacionamentos onde investimos demais, ou onde não há reciprocidade, ou onde damos mais do que recebemos, ou recebemos mais do que damos.

É o tempo de clarificarmos quais os nossos limites num relacionamento, onde avaliamos até que ponto permanecemos numa relação que nos limita a liberdade e a individualidade, em nome do medo de perder alguém, do medo de sermos rejeitados ou da culpa de não correspondermos às expectativas que têm de nós.

Durante este período, a consciência de que tudo o que acontece fora é reflexo do que se passa dentro e a coragem aceitar os desafios e de fazer escolhas, dão-nos a oportunidade de iniciar uma nova etapa da nossa História Pessoal mais feliz, com mais paz interior e com relacionamentos significativos.

Saturno teve um movimento retrógrado desde 25 de Janeiro último.

Passou a directo a 13 de Junho.

Durante o tempo em que esteve retrógrado, ensinou que a estabilidade e as respostas que geralmente procuramos no exterior devem primeiro ser encontradas em cada um de nós.

Ao passar a directo vai permitir a exteriorização do processo interno que cada um de nós fez e a tomada de consciência da estruturação vivida e das escolhas realizadas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A zanga que queria ser borboleta

Era uma vez uma zanga.
Era uma zanga muito grande e muito má.
Gritava muito alto, chorava e dava murros e pontapés. Às vezes também batia com os pés no chão e fazia birras.
Mas esta zanga tinha um sonho. Gostava de ser borboleta.
E estava sempre à espera que uma borboleta pousasse perto dela para lhe perguntar o que devia fazer para ser como ela.
Mas as borboletas não poisavam perto dela porque se assustavam com os gritos e os murros que a zanga dava, e tinham medo.
Um dia, uma borboleta muito, muito, muito distraída pousou ao pé da zanga.
A zanga, primeiro não deu por isso e já tinha mesmo a boca toda aberta para gritar, quando percebeu que ao pé dela estava uma borboleta!
Ficou com o coração aos saltos! E teve que fazer um esforço muito grande para não parecer zangada, e a borboleta não se ir embora.
Ensaiou a voz um bocadinho, para não sair muito alta e tomou um bocadinho de mel, para falar com voz doce.
E depois perguntou à borboleta como é que se fazia para ser borboleta:
- Borboleta, como é que se faz para ser uma borboleta como tu?
A borboleta ficou muito surpreendida com a pergunta. Não sabia responder…
Depois, pensou um bocadinho e respondeu que era preciso bater as asas e voar.
A zanga experimentou bater os braços. Bateu, bateu, abanou, abanou, mas não foi capaz de sair do mesmo sítio.
- É porque és muito pesada, disse a borboleta.
A zanga não gostou mesmo nada do comentário e esteve quase a dar um valente grito à borboleta, mas conteve-se a tempo! “Se lhe tivesse gritado a borboleta tinha-se ido embora sem me ensinar a ser borboleta”, pensou.
- Como posso ser mais leve? – perguntou a zanga depois de ter bebido um golo de água e ter comido mais um bocadinho de mel.
- Não sei, mas nós, as borboletas, somos alegres, gostamos de dançar e gostamos das flores. Tu gostas dessas coisas?
A zanga ficou muito calada. Alegria? Dançar? Flores?
- Como é que se faz para ser alegre? – perguntou por fim a zanga.
Foi a vez de a borboleta ficar calada. Fazia cada pergunta, ela…
- Acho que para se ser alegre basta querer. Podes sempre escolher ser alegre ou não. - disse finalmente a borboleta. - Experimenta. Fecha os olhos e pensa em coisas boas. – acrescentou.
A zanga fechou os olhos e respirou fundo. Não se lembrava de nenhuma coisa boa… Respirou outra vez e outra vez, cada vez mais devagarinho e cada vez mais fundo. Estava a ser difícil pensar numa coisa boa… E ela que queria tanto ser alegre para conseguir ser borboleta…
-Não me lembro de nada bom. Só penso em coisas que me fazem ficar zangada… – disse a zanga à borboleta.
- Tenta mais um bocadinho. – disse a borboleta.
A zanga fechou outra vez os olhos e respirou fundo. Respirou outra vez e outra vez, cada vez mais devagarinho e cada vez mais fundo. Sentia a borboleta ao pé de si, atenta. A borboleta! Claro! De repente lembrou-se de uma coisa boa que lhe tinha acontecido – tinha conhecido a borboleta e estava a tentar ser como ela! Isto era uma coisa mesmo muito boa!
A borboleta olhava para a zanga com atenção e começou a ver a cara da zanga a ficar cada vez mais bonita, mais bonita, até que descobriu um sorriso na sua boca grande.
Então disse-lhe baixinho:
- Tenta agora, mas não abras os olhos. Imagina flores de todas as cores e o céu azul e o sol e o lago e os passarinhos a cantar e as árvores verdes e uma grande roda de meninos a rir. Bate os braços, vá, não é preciso muita força.
A zanga começou a bater os braços e deu também aos pés e, aos poucos, começou a voar.
A borboleta voava à sua volta, fazendo piruetas, muito contente.
Depois desse dia nunca mais ninguém ouviu a zanga a gritar. Também nunca mais ninguém apanhou um murro dela, ou um pontapé. A zanga gosta tanto de voar e de ser como as borboletas que está sempre alegre, para ficar mais leve.
A zanga continua a voar, de vez em quando, dá uma gargalhada e gosta de acariciar as flores e as caras dos meninos que vão ao parque.
Cada vez é mais parecida com uma borboleta.
E se vires uma borboleta por aí a voar, atenção! Pode muito bem ser ela!