sábado, 22 de setembro de 2012

Equinócio de Outono

Tempo de Equilíbrio e de Gratidão
 
 
No caminho da Terra em torno do Sol, existem dois momentos no ano onde as horas de luz e de escuridão são iguais entre si e em qualquer ponto da Terra.
São os equinócios.
Marcam o começo da Primavera e do Outono.
A partir do equinócio do Outono, as noites são mais longas que os dias, as cores mudam e há no ar uma nostalgia e um convite ao recolhimento. A energia da Terra muda e, em sincronia, a energia altera-se também dentro de cada um de nós.
A expansão e a extroversão do Verão dão lugar a uma postura mais tranquila e serena. Tudo se vira mais para dentro.
Período de equilíbrio, onde a luz e as trevas têm iguais proporções, apela à harmonização dos opostos, já que tudo traz em si a essência do seu oposto.
Aceitar que somos feitos de opostos é o caminho para a cura dos nossos desequilíbrios interiores. Pois só quando abraçamos os dois lados, a luz e a sombra, a terra e o céu, o novo e o velho, o entusiasmo e o desânimo, é que a dualidade em que vivemos pode gradualmente dar lugar à unidade.
O equinócio de Outono é a festa da gratidão.
Reconhecimento e gratidão geram abundância, dizem os mestres.
É o tempo de agradecer as experiências vividas e tudo o que recebemos.
É o tempo de guardar o que tem significado e libertar fardos antigos que carregamos e que nos impedem de avançar, porque não nos pertencem ou porque deixaram de fazer sentido no nosso Caminho.
É um tempo de despojamento; na Natureza as árvores despedem-se das folhas secas e mortas.
É um tempo de recomeço, de incubação, de gestação. Quando nos sintonizamos com as energias da Terra e do Céu, permitindo que actuem dentro de nós, ficamos mais abertos à mudança.
E são as mudanças interiores que fizermos agora, que vão fazer do futuro algo diferente do passado.
Com o equinócio de Outono, o Sol entra em Balança, signo do equilíbrio e da procura da unidade através da harmonização dos opostos.
É a integração dos opostos dentro de nós que nos permite ultrapassar o medo e aproximarmo-nos do nosso potencial criativo e individual, isso que, em última análise, nos permite deixar nesta Vida uma assinatura.